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terça-feira, 22 de maio de 2018

Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus)


Vídeo Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus) #Algarve #Portugal: https://www.youtube.com/watch?v=VEfvu0m6TlY

O borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus) é uma ave limícola pequena, da família Charadriidae. Como o nome indica, tem no pescoço uma coleira preta interrompida. Caracteriza-se também pela cor acastanhada na cabeça e no dorso e branca na face ventral, cabeça larga, bico estreito e preto e patas compridas e pretas. Pode atingir 17 cm de comprimento.









Esta ave tem o hábito de alternar corridas com paragens repentinas. Alimenta-se de invertebrados e pequenos peixes.










O Borrelho-de-coleira-interrompida ocorre no litoral arenoso, em zonas lagunares costeiras, estuários, salinas, arrozais e terrenos alagados.
Esta espécie pode ser observada no Algarve ao longo de todo o ano. No entanto, algumas aves são provenientes do norte da Europa e migram para África. Na Primavera, os casais constroem os seus ninhos sobretudo nas dunas e nas margens das salinas.





























quinta-feira, 17 de maio de 2018

Percurso Pedestre do Castelo de Paderne


Vídeo Percurso Pedestre do Castelo de Paderne #Algarve #Portugal: https://www.youtube.com/watch?v=insZP9L5ZGQ


O Percurso Pedestre do Castelo de Paderne localiza-se no concelho de Albufeira, no Barrocal Algarvio e encontra-se inserido no Sítio Ribeira de Quarteira da Rede Natura 2000. Trata-se de um trilho circular, com cerca de 4,5 km, que passa pelos seguintes pontos de interesse: Ribeira de Quarteira; Ponte Romana ou Ponte do Castelo; Ruínas do Castelo de Paderne e da Ermida de Nossa Senhora da Assunção; Ruínas do Moinho da Alfarrobeira, da Casa do Moleiro e do Forno; e a Azenha do Castelo. Nesta zona, a flora e a fauna são ricas na diversidade e na quantidade. 
Este trilho insere-se numa formação geológica designada "calcários e dolomitos do Escarpão", que data da época do Jurássico Superior.











































O topónimo Paderne teve origem num cerro íngreme denominado Paderna (pedra dura), sobre o qual foi construído o Castelo de Paderne.



O Castelo de Paderne foi construído no séc. XII, pelos almóadas (este califado era governado pelos mouros), com taipa militar. Constitui um dos melhores exemplares a nível nacional deste tipo de construção em terra crua, que aproveita os recursos naturais, nomeadamente o barro vermelho local, juntamente com a água e a cal, para criar uma argamassa natural muito resistente e moldável. Este sistema de construção inclui elementos de madeira imbuídos na parede, dispostos metricamente, que contribuem para a compactação da taipa. Estes elementos designam-se por agulhas e o seu desaparecimento ao longo do tempo deu origem a orifícios.

Desde a sua origem, o Castelo de Paderne configura um polígono irregular de 10 lados, que modela uma forma quase trapezoidal.
Este castelo tem apenas uma torre, exterior e maciça, a torre albarrã. É composta por um terraço superior ao qual se acedia por um arco, que o liga ao adarve da muralha. Trata-se de uma torre quase quadrada, com 6 metros de largura na base e cerca de 9 metros de altura. Atualmente, encontra-se a ser restaurada.




O interior desta fortaleza abrange 2.557 m2. As intervenções arqueológicas no local atestam a existência de um espaço planificado e totalmente urbanizado de raiz, no interior das muralhas. Era constituído por ruas estreitas com habitações que apresentavam as características das construções almóadas, que se organizavam em torno de um pátio central descoberto, ao qual acediam todas as salas. Para recolha e abastecimento de água potável existiam grandes reservatórios, que se designam por cisternas.
Segundo a lenda, este castelo é um dos 7 representados no brasão da Bandeira de Portugal. Foi conquistado aos mouros, por D. Paio Peres Correia, em 1248, tendo sido um dos últimos castelos conquistados à ocupação muçulmana.
Após a conquista cristã, uma nova população, com conceitos distintos do que era o espaço doméstico, modificou o modelo inicial. Pode-se destacar a construção da Ermida da Nossa Senhora da Assunção, também conhecida por Ermida da Senhora do Castelo. Foi edificada no interior das muralhas, no séc. XIV e já não utilizaram a taipa.



No início do séc. XVI, a povoação do interior das muralhas decidiu deslocar-se para a actual aldeia de Paderne, ficando a fortaleza semi-abandonada. Foi desactivada em 1858.
Apesar dos sucessivos restauros, a fortaleza de Paderne encontra-se em ruínas e apresenta apenas alguns panos de muralha, a torre albarrã, vestígios de habitações e as paredes-mestras da Ermida da Senhora do Castelo.
Este Monumento Nacional encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1971.

No vale a sudoeste do Castelo de Paderne, sobre a Ribeira de Quarteira, situa-se a Ponte Romana, também designada por Ponte do Castelo. Foi remodelada por volta de 1771 e remonta à era medieval. Mantém 3 arcos e 2 talha-mares em forma de prisma triangular. É atravessável a pé ou de bicicleta.









Perto da Ponte Romana, encontram-se as ruínas de um moinho de água denominado Moinho da Alfarrobeira; da Casa do Moleiro; e do Forno.







A Azenha do Castelo é um moinho de água que se situa na margem da Ribeira de Quarteira, por baixo do Castelo de Paderne.